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segunda, 28 maio 2018 11:20

FPP quer realizar espirometrias a todos os jovens fumadores

A propósito do Dia Mundial sem Tabaco, efeméride que se assinala esta quinta-feira, dia 31 de maio, a Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP) reforça a necessidade de realizar espirometrias em jovens fumadores.

Espirometria é o único exame capaz de fazer um diagnóstico precoce da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). No entanto, este exame não é acessível a todas as pessoas, daí a necessidade de aposta ser fundamental.

O presidente da FPP, José Alves, considera que “é preciso insistir no diagnóstico precoce e no ensino da população” sobretudo nas camadas mais jovens. “Se esperarmos pelos 40, pode haver uma perda de função respiratória que já não é recuperável”, até porque “só se nota perda de função respiratória quando se está nos 60%”, acrescenta.

“É, por isso, preciso intervir nos fumadores e a FPP pretende, juntamente com as farmácias, fazer uma campanha nacional para a realização de espirometrias aos fumadores, sobretudo os mais jovens”, explica o responsável.

Segundo a pneumologista, Paula Pinto, a espirometria é “um exame não doloroso” que “mede a quantidade de ar que uma pessoa é capaz de inspirar ou expirar cada vez que respira, ou seja, a quantidade de ar que um indivíduo é capaz de colocar para dentro e para fora dos pulmões e a velocidade com que o faz”, concordando que “devem ser efetuados todos os esforços para aumentar a acessibilidade à espirometria nos diversos níveis de saúde”.

A médica deixa ainda um alerta a todos os fumadores: “Se e é ou foi fumador e tem queixas, como falta de ar, cansa-se mais do que as pessoas da sua idade, tem tosse ou expetoração deverá consultar o seu médico para efetuar uma espirometria, uma vez que o tratamento precoce desta doença se traduz numa maior qualidade de vida, bem como num aumento da sobrevida”.

José Alves considera que a democratização das espirometrias é exequível, através de programação e organização. “Marca-se um dia e faz-se, nesse mesmo dia em que o técnico se desloca às farmácias, uma série de exames, que depois o médico vai poder avaliar.” Gastos que, com a deteção precoce, se transformam numa “poupança enorme. Não estamos a querer tirar o protagonismo ao Serviço Nacional de Saúde, a quem cabe a realização destes exames. Mas a disponibilizarmo-nos para o fazer a quem não tem acesso fácil e rápido. É esse o nosso objetivo”.

De acordo com dados recentes, estima-se que a DPOC atinge cerca de 14% da população portuguesa com mais de 45 anos, sendo uma patologia subdiagnosticada. A nível mundial acredita-se que 250 milhões de pessoas sofram de DPOC, prevendo-se que, em 2030, a DPOC seja a terceira causa de morte”.

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