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terça, 05 junho 2018 11:35

ARSLVT assinala 20 anos de ação conjunta na área da tuberculose e metadona

Este ano, assinalam-se duas décadas de colaboração regional entre a detenção e tratamento da tuberculose (TB) e o programa de redução de danos e de proximidade aos utilizadores de drogas com apoio de saúde, psicossocial e recurso a administração de metadona da cidade de Lisboa (PSBLE), gerido pela Associação Ares do Pinhal (ONG).

A propósito desta ação conjunta, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) salienta os feitos conquistados na saúde de uma população vulnerável e com especificidades muito próprias.

Entre 2001 e 2017 foram diagnosticados 343 casos de TB+ nas pessoas que aderiram ao PSBLE. O diagnóstico tornou-se suspeito através da realização de 20.210 exames radiográficos confirmados pelos exames bacteriológicos, efetuados nos Centros de Diagnóstico Pneumológico (CDP) e na unidade móvel de radiorrastreio da ARSLVT/ Departamento de Saúde Pública.

Esta colaboração permite a toma vigiada dos medicamentos para o tratamento da TB em conjunto com a toma de metadona aos utentes que se deslocam diariamente às unidades móveis do PSBLE.

Ao longo deste período, o CDP de Lisboa e PSBLE deram resposta a 343 pessoas diagnosticadas com TB+, num total de 6.856 utentes, o que significa uma taxa de prevalência da TB de 5%. No total, mais de 95,4% dos utentes completou o tratamento para a tuberculose no decurso do programa de substituição e a taxa de abandono situou-se nos 4,6%.

“Desde o primeiro momento que chamámos a atenção para comportamentos como o alcoolismo, tabaco e outras toxicodependências como fatores a considerar na redução do abandono do tratamento da TB e na melhoria da acessibilidade à terapia. E estes números demonstram isso mesmo”, explica a responsável pela área da Tuberculose da ARSLVT, Maria da Conceição Gomes, realçando o papel fundamental desta parceria.

Note-se que a maioria destes doentes apresentava outros fatores de risco, como HIV+, Ac+ para a hepatite C.

Para frequentar o PSBLE é obrigatório realizar o rastreio para a TB.  Com o objetivo de aumentar a adesão, desde 2011, duas vezes por mês, a unidade móvel de radiorrastreio da ARSLVT acompanha a unidade móvel do PSBLE. Os utentes podem ainda efetuar o rastreio no CDP Dr. Ribeiro Sanches.

Recorde-se que a colaboração da área da TB com a área das dependências iniciou-se em 1997, sendo que esta parceria está em vigor até hoje com as Equipas de Tratamento (ET) de Xabregas/Taipas e Loures/Odivelas, bem como as unidades móveis do PSBLE.

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