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quinta, 20 setembro 2018 16:44

Tuberculose: OMS pede medidas governamentais para erradicar doença

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu aos governos medidas decisivas para erradicar a tuberculose no mundo, a propósito da cimeira sobre a doença que decorre já na próxima semana.

A reunião, que conta com a participação de 50 chefes de Estado e de Governo, será realizada à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

De acordo com a OMS, nunca foi dada tanta atenção a nível mundial sobre a tuberculose, nem se teve tão claro o que é preciso ter e fazer para acabar com a doença.

“Devemos aproveitar este novo impulso e atuar em conjunto para por fim a esta terrível doença”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em comunicado.

Segundo o responsável, “ma cimeira, que se realizará em 26 de setembro, está previsto a adoção de uma declaração política para reforçar a luta contra a tuberculose e aumentar os investimentos nessa área”.

De acordo com os dados da OMS, embora em 2017 existissem menos doentes e mortes por tuberculose, os países não estão a fazer o suficiente para combater a doença. Note-se que o número de mortes baixou de 23% em 2000 para 16% em 2017.

Ainda assim, a OMS estima que cerca de 1,3 milhões de pessoas tenham morrido de tuberculose no ano passado, referindo que as mortes em pessoas sem diagnóstico de VIH se situaram entre 1,2 e 1,4 milhões. Já quanto aos indivíduos com VIH estima-se que 300 mil pessoas tenham morrido por causa da infeção com tuberculose.

No entanto, é preciso mais para chegar à meta estabelecida para 2020, que visa reduzir anualmente o número de mortes provocadas pela doença em 4 a 5%.

A tuberculose está classificada como a décima causa de morte a nível mundial, sendo que está presente, de forma latente, em 1,7 milhões de pessoas – quase um quarto da população. Desde 2011 que é a principal causa de morte com um único agente infecioso.

De acordo com “a melhor expectativa”, cerca de dez milhões de pessoas passaram a sofrer de tuberculose em 2017, entre os quais um milhão de crianças, 5,8 milhões de homens e 3,2 milhões de mulheres.

Dois terços das novas infeções aconteceram em oito países: Índia, China, Indonésia, Filipinas, Paquistão, Nigéria, Bangladesh e África do Sul, que, juntamente com outros 22 países, são responsáveis por 87% dos casos no mundo.

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