Jornal Médico

PesquisarSubscrever NewsletterFacebookTwitter

Agenda de Eventos

sexta, 21 setembro 2018 10:59

FPI: Diagnóstico da doença é o principal desafio para médicos

O diagnóstico da fibrose pulmonar idiopática (FPI) é o principal desafio para os médicos e doentes, devido à ausência de sintomas específicos.

Segundo o pneumologista António Morais, embora seja difícil identificar esta doença é fundamental “investir num diagnóstico precoce”, até porque “há terapêuticas capazes de atrasar a evolução da doença. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais lenta será a progressão da FPI e maior qualidade de vida vão ter os doentes”.

Uma vez que esta patologia afeta, sobretudo, os mais idosos e está, muitas vezes, associada a sintomas como o cansaço, os doentes acabam por não dar grande atenção aos sintomas.

“A FBI é uma doença rara e, por isso, não é – e nem tem de ser – a primeira doença em que o médico pensa. O que tentamos é sensibilizar os colegas, sobretudo os dos cuidados de saúde primários (…) para não pararem de procurar quando não encontram razão que justifique os sintomas”, explicou o especialista.

Apesar de não ter cura, esta patologia rara tem tratamento e há esperança de que a oferta terapêutica possa vir a crescer. “Há um grande interesse da indústria farmacêutica por esta doença e vários ensaios clínicos a decorrer”, frisou António Morais.

Estima-se que esta doença crónica afete cerca de 110 mil pessoas na Europa, manifestando-se, com sintomas como tosse, dispneia progressiva, perda de peso, debilidade.

Subscrição da newsletter do Jornal Médico