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terça, 25 setembro 2018 11:45

SPMI defende medicina personalizada nas doenças respiratórias

A 1.ª Reunião do Núcleo de Estudos de Doenças Respiratórias (NEDResp) da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) irá abordar o tema da medicina personalizada nas doenças respiratórias.

A medicina personalizada é cada vez mais utilizada no tratamento de doentes nas diversas áreas, nomeadamente nas doenças respiratórias.

“Quando falamos, aqui, de medicina personalizada, falamos sobre o que de facto é uma determinada doença respiratória numa pessoa específica”, refere o coordenador do NEDResp da SPMI, Alfredo Martins.

Segundo Alfredo Martins, em Portugal sempre existiu uma boa prática a este nível, sendo que “os diagnósticos e tratamentos são efetuados e planeados para o doente em causa”.

No entanto, o conceito evoluiu “no sentido de dar prioridade à definição de um plano de tratamento mais específico, procurando em cada doente características tratáveis”. Ou seja, os médicos têm ajustado “a intervenção terapêutica às necessidades clínicas do doente específico”, o que permitiu melhorar a eficácia e reduzir os efeitos indesejáveis do tratamento.

No caso das doenças respiratórias, o especialista considera que se estão “a dar os primeiros passos neste sentido, não só em Portugal, mas no mundo em geral”.

“O internista tem uma perspetiva que facilita a evolução no sentido da medicina personalizada, uma vez que o objeto do internista foi sempre mais o doente que a doença”, defende Alfredo Martins.

Por outro lado, uma vez que as doenças respiratórias têm um peso muito significativo na atividade dos internistas, estes “têm a obrigação de colaborar em trabalhos de investigação e assim contribuírem para a evolução no diagnóstico e tratamento nesta área”.

Para o responsável da SPMI, “é necessária uma colaboração estreita com outras especialidades e áreas do conhecimento, sobretudo com a Pneumologia e a Medicina Geral e Familiar”.

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