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segunda, 29 outubro 2018 14:59

OMS: Poluição atmosférica mata 600 mil crianças por ano

A poluição atmosférica causa todos os anos a morte de cerca de 600 mil crianças com menos de 15 anos em todo o mundo, devido a infeções agudas das vias respiratórias, alerta a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A poluição do ar é o “novo tabaco”, sublinhou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, citado no site da organização, que promove a primeira conferência mundial sobre “A poluição do ar e a saúde”, que decorre hoje e amanhã, em Genebra.

A OMS publicou um relatório que indica que todos os dias cerca de 93% das crianças com menos de 15 anos em todo o mundo respiram ar poluído, uma situação que prejudica gravemente a sua saúde e o seu desenvolvimento.

De acordo com os dados da OMS, mais de 91% dos habitantes do planeta respiram ar poluído, o que se traduz, anualmente, em cerca de sete milhões de mortes. "Esta crise de saúde pública merece uma maior atenção, mas existe um aspeto particularmente negligente: A forma como a poluição afeta particularmente as crianças", refere o relatório.

Já em 2016, a poluição do ar no interior das casas e no exterior provocou a morte de 543 mil crianças com menos de cinco anos e de 52 mil crianças com idades compreendidas ente os cinco e os 15 anos, em causa estiveram infeções graves nas vias respiratórias.

O estudo da OMS refere, ainda, que as mulheres grávidas expostas a ar poluído são mais suscetíveis de terem partos prematuros e de darem à luz bebés com baixo peso. A poluição atmosférica afeta, igualmente, o desenvolvimento neurológico e as capacidades cognitivas das crianças.

De acordo com o presente relatório, as crianças expostas a níveis mais elevados de poluição correm o risco de desenvolver doenças crónicas e problemas cardiovasculares em idade adulta.

O facto de as crianças serem mais vulneráveis aos efeitos da poluição do ar pode ser explicado por respirarem mais rapidamente do que os adultos, absorvendo, assim, com maior facilidade os agentes poluentes.

Para a diretora do departamento de Saúde Pública da OMS, Maria Neira, a prioridade da comunidade internacional terá de ser acelerar a transição para fontes de energia limpas e renováveis.

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