Atualmente, é recomendado que todos os fumadores realizem espirometrias a partir dos 40 anos, contudo a FPP considera errado esperar por essa idade, dado que os efeitos nefastos do tabagismo na perda de função pulmonar são irrecuperáveis. Desta forma, a fundação recomenda que se detetem estas alterações o mais precocemente possível, evitando-se, assim, casos graves de DPOC.
De acordo com as previsões internacionais, estima-se que em 2020 a DPOC seja responsável por mais de três milhões de obtidos, sendo a sua principal causa o tabagismo.
“Os fumadores com DPOC são doentes muito antes de terem algum sintoma, por isso quanto mais cedo realizarem o exame, mais cedo podem deixar de fumar e tratar a sua saúde”, alerta a FPP.
Realizar uma espirometria com frequência pode ser um dos caminhos para diminuir a prevalência da DPOC e, consequentemente, diminuir a morbilidade e a mortalidade associadas à doença.
“Já nos casos do diagnóstico de DPOC é preciso garantir que estes doentes fazem tratamento de reabilitação respiratória. Uma vez que, apesar de pelas guidelines internacionais este tratamento ser reconhecido como uma intervenção obrigatória, em Portugal apenas 2% da população tem acesso ao mesmo”, destaca a FPP.







