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quarta, 05 dezembro 2018 16:28

OMS: Redução de gases tóxicos pode salvar um milhão de vidas por ano

O cumprimento do Acordo de Paris, que consiste em reduzir as emissões de gases tóxicos, pode salvar um milhão de vidas por ano, disse o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, no âmbito da cimeira do clima que decorre até ao dia 14 de dezembro na Polónia.

“É evidente que as alterações climáticas já estão a ter um grande impacto na vida e saúde das pessoas e que ameaçam as bases de uma boa saúde: ar limpo, água potável, alimentos nutritivos e um teto seguro”, afirmou o responsável.

Para Tedros Adhanom Ghebreyesus, “se as alterações climáticas continuarem a avançar, acabar-se-á com décadas de progresso mundial na saúde”, pelo que é necessário “agir de imediato para mitigar os seus efeitos”.

De acordo com os dados da OMS, nove em cada dez pessoas no mundo respiram ar contaminado, o que provoca sete milhões de mortes por ano relacionadas com a poluição.

É, ainda, estimado que nos 15 países que emitem maior quantidade de gases com efeito de estufa, os impactos na saúde da contaminação do ar custem mais de 4% de cada PIB, sendo que as ações para alcançar os objetivos do Acordo de Paris custariam cerca de 1% do PIB mundial.

“A verdadeira fatura das alterações climáticas sente-se nos nossos hospitais e nos nossos pulmões”, referiu a diretora de Saúde Pública da OMS.

De acordo com um relatório apresentado hoje pela OMS, a mudança para fontes de energia limpas não só melhorará a qualidade do ar, como também se traduzirá em benefícios imediatos para a saúde a nível mundial. Desta forma, a organização recomenda a adoção de medidas como a promoção de meios de transporte que exijam atividade física, de forma a prevenir o aparecimento de doenças cardiovasculares.

Recorde-se que a cimeira do clima COP 24 arrancou no passado domingo em Katowice, na Polónia, contando com a presença de cerca de 30 mil delegados de 197 países numa maratona de negociações complexas para encontrarem maneira de aplicar o Acordo de Paris celebrado em 2015.

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