Numa carta aberta dirigida ao primeiro-ministro e ao presidente do parlamento, as associações e ativistas antitabaco alegam que a organização do debate tem como “intenção clara promover e legitimar os novos produtos de tabaco, nomeadamente aquele conhecido em Portugal como tabaco aquecido”.
"Os órgãos do Estado não devem estar envolvidos em iniciativas que envolvam a indústria do tabaco, sobretudo quando aquelas iniciativas visam promover ou legitimar os seus produtos", invoca a plataforma, que cita uma disposição da Organização Mundial de Saúde, numa convenção para o controlo do tabaco.
Nessa convenção, estabelece-se “o fundamental e irreconciliável conflito entre os interesses da indústria do tabaco e a política de saúde pública”.
De acordo com a notícia avançada pelo Expresso, o debate tem como objetivo “discutir o impacto das alterações na população portuguesa” e temas como “o tabaco aquecido, as leis mais restritas de consumo e os efeitos na saúde pública”.
Para os signatários da carta, usar produtos como o tabaco aquecido "como ferramentas de redução de danos está longe de ser comprovada e fornecer uma mais-valia para a estratégia de controlo do tabagismo".
Entre os signatários encontram-se a associação de doentes respiratórios crónicos Respira, bem como a associação de sobreviventes, familiares e amigos AVC, a Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo e organizações não governamentais pelo controlo do tabagismo.







