De acordo com o Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, citado num comunicado do MOVA, em Portugal registam-se 57 óbitos por pneumonia por cada 100.000 habitantes, o dobro da média na União Europeia.
“Portugal é, atualmente, o país europeu com maior taxa de mortalidade por pneumonia, doença prevenível por vacinação. Mais do que tratar uma pneumonia, devemos evitá-la e a vacinação antipneumocócica é a forma mais eficaz de o fazermos”, lê-se na nota.
Note-se que, embora se registem casos de pneumonia ao longo de todo o ano, é na época da gripe que ocorre o maior número de episódios. A interação entre o vírus da gripe o pneumococo aumenta o risco de pneumonia pneumocócica em quase 100 vezes.
Tendo em conta que os sintomas da gripe são semelhantes aos da pneumonia, a maioria da população portuguesa tem dificuldade em distingui-los podendo, por isso, subvalorizar situações potencialmente graves.
“Mais do que tratar uma pneumonia, devemos preveni-la. Podemos fazê-lo em qualquer altura do ano e, no caso dos adultos, basta uma dose única. Pessoas com mais de 65 anos, ou todos os adultos que apresentem comorbilidades crónicas como diabetes, asma, doença respiratória crónica, doença cardíaca, portadores de VIH e doentes renais, estão mais vulneráveis, e por isso têm particular indicação para a imunização”, sublinha o MOVA.
De salientar que, em Portugal, os custos em tratamentos e internamentos por pneumonia são uma média de 80 milhões de euros por ano, o que significa que, por dia, se gastam 218 mil euros.







