Os resultados parciais do estudo Custo da Asma na Criança (CASCA), mostram que, em média, cada criança com asma vai 1,6 a 1,9 vezes por ano a serviços de urgência.
O estudo avaliou o custo da asma nas crianças portuguesas (0-17 anos) e estima os custos incrementais associados à asma controlada e à asma não controlada. O CASCA foi orientado pelo Professor João Fonseca do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) e contou com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.
Na véspera do Dia Mundial da Asma, que se assinala na terça-feira, o estudo refere que são gastos por criança entre 400 a 700 euros por ano em idas às urgências ou atendimentos não programados por causa da asma por controlar.
“Verificou-se que o principal fator agravante de custos é ter a asma não controlada. O custo médio por criança com asma não controlada é duas a três vezes superior ao de uma criança com asma controlada”.
O estudo abrangeu a análise de crianças asmáticas portuguesas até aos 17 anos. Em Portugal existem cerca de 175 mil crianças ou adolescentes asmáticos, uma prevalência de 8,4%.
A investigação avaliou ainda o impacto que a asma tem no quotidiano das crianças e verificou que, em cada ano, as crianças asmáticas portuguesas faltam mais de 500 mil dias à escola devido à doença. Em média, uma criança asmática falta seis dias num ano letivo.
Concluiu-se ainda que o absentismo das crianças, e respetivo absentismo laboral dos cuidadores, é três vezes maior em quem não tem a asma controlada.
A asma é uma doença crónica, não tem por isso cura, mas pode ser controlada, através de medicação. A asma diz-se controlada perante a ausência de sintomas, sem necessidade de medicação de alívio (ou medicação mínima) e sem crises ou exacerbações.







