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sexta, 27 maio 2016 15:19

Filhos de fumadores com maior risco de vir a fumar

Os filhos de pais fumadores têm uma maior suscetibilidade ou risco de vir a fumar, independentemente da classe socioeconómica a que pertencem, segundo um estudo feito em seis cidades europeias, uma delas Coimbra.

O estudo foi realizado com base em inquéritos a mais de 10 mil adolescentes (entre os 14 e os 17 anos) numa cidade em cada um dos seguintes países: Bélgica, Finlândia, Alemanha, Itália, Holanda e Portugal (Coimbra).

Segundo Joana Alves, investigadora da Escola Nacional de Saúde Pública, a investigação, que foi divulgada este mês na publicação científica Journal of Public Health, vem mostrar que a maior suscetibilidade de os filhos de fumadores virem a fumar é idêntica em todas as classes sociais.

“Sabemos que os pais que fumam predominam nas classes socioeconómicas mais baixas. Com a suscetibilidade dos filhos igual em todas as classes, vamos ter no futuro uma transmissão destas desigualdades”, afirmou Joana Alves.

Isto mesmo é sublinhado no artigo: “se os comportamentos de pais e filhos fumadores estão associados, as desigualdades socioeconómicas no ato de fumar vão reproduzir-se por gerações”.

De acordo com o artigo, que refere também dados de estudos anteriores, ter os dois pais (pai e mãe) fumadores mais do que duplica o risco de vir a fumar.

Separando sexo masculino e feminino, os investigadores concluíram que nos rapazes a suscetibilidade para fumar está tão associada com um pai fumador como com uma mãe que fuma. No caso das raparigas, o risco é ligeiramente maior quando a mãe é fumadora.

Dados da consultora IMS Health divulgados no Dia Mundial sem Tabaco (31 de maio), mostram que os portugueses gastaram por dia uma média de nove mil euros em produtos para ajudar a deixar de fumar no ano passado.

Ainda assim, em 2015 deu-se um decréscimo nas vendas de cerca de 10% face a 2014.

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